Publicado por: soulsseeker | Junho 29, 2008

Ode à Renovação, Ciclo de Vida e Morte.

Ode à renovação, ciclo de vida e morte.

 

Pairam as cores sobre o azul,

Como um desfile invisível de imaginação colorida,

Perdem-se no tempo os olhos que querem conhecer o infinito,

Morre a vontade de ver e olhar para alem do que a visão permite,

Para dar lugar a tudo e a nada que a imaginação derrama sobre o horizonte escondido.

 

As pesadas nuvens cobrem o horizonte,

Libertando o céu azul do seu cinzento pardo,

Mostrando a bruma sobre o mar pela força do reflexo do azul do céu,

Distante está o sol neste entardecer, cinzento e azul, onde a luz se esconde docemente…

 

Distante da vida…

Trocam-se olhares entre todas as vontades,

Para as esquecer, como quem esquece aos poucos um rosto quente de mulher…

Perdidas as vontades, resta conhecer o meu rosto cheio da verdade e vida por viver…

Foram-se as vontades mas ficam as silhuetas aveludadas e vivas de tanta ternura partilhada.

 

Abertos os braços sobre o céu infinito,

Saudando o sol que volta a cumprir o seu rumo e ciclos infindáveis…

Revelam-se as asas, leves, brancas brilhantes, agitadas ao vento…

No azul do amanhã que saúda o sol e brinda ao azul com o seu voo rodopiante e leve…

Revela-se a Fénix branca e dourada de mil vidas…

 

Agora tudo é novo,

Tudo é velho,

Tudo se vive…até ao infinito.

 

O amor é presente,

Por tudo,

Por todos,

Por mim,

De mim…e para mim.

 

Braco&Fénix

 

Lisboa, 20 de Setembro de 2006.


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