Ode à renovação, ciclo de vida e morte.
Pairam as cores sobre o azul,
Como um desfile invisível de imaginação colorida,
Perdem-se no tempo os olhos que querem conhecer o infinito,
Morre a vontade de ver e olhar para alem do que a visão permite,
Para dar lugar a tudo e a nada que a imaginação derrama sobre o horizonte escondido.
As pesadas nuvens cobrem o horizonte,
Libertando o céu azul do seu cinzento pardo,
Mostrando a bruma sobre o mar pela força do reflexo do azul do céu,
Distante está o sol neste entardecer, cinzento e azul, onde a luz se esconde docemente…
Distante da vida…
Trocam-se olhares entre todas as vontades,
Para as esquecer, como quem esquece aos poucos um rosto quente de mulher…
Perdidas as vontades, resta conhecer o meu rosto cheio da verdade e vida por viver…
Foram-se as vontades mas ficam as silhuetas aveludadas e vivas de tanta ternura partilhada.
Abertos os braços sobre o céu infinito,
Saudando o sol que volta a cumprir o seu rumo e ciclos infindáveis…
Revelam-se as asas, leves, brancas brilhantes, agitadas ao vento…
No azul do amanhã que saúda o sol e brinda ao azul com o seu voo rodopiante e leve…
Revela-se a Fénix branca e dourada de mil vidas…
Agora tudo é novo,
Tudo é velho,
Tudo se vive…até ao infinito.
O amor é presente,
Por tudo,
Por todos,
Por mim,
De mim…e para mim.
Braco&Fénix
Lisboa, 20 de Setembro de 2006.